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» História
Padroeiro: S. João Baptista.
Habitantes: 113 habitantes (I.N.E 2001) e 135 eleitores em 31-12-2003.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária, pequeno comércio e transformação de madeira.
Tradições festivas: Santo António e S. Sebastião (Julho/Agosto).
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Penedo de Corujas, lugar de Salgueiros Gordo e S. Longo,
Vista panorâmicas, Mesa dos quatro abades.
Artesanato: Tecelagem, mantas e passadeiras de farrapos e linho.
Vilar do Monte, localiza-se a cerca de quinze quilómetros a norte da sede do concelho, a vila de Ponte de Lima, e, portanto, também à mesma distancia do rio Lima, pela sua margem direita. Ocupa uma área de cerca de 351 ha em plena Serra da Labruja, pelo que as vistas panorâmicas e a qualidade de vida proporcionada por uma natureza ainda num estado, pode se dizer imaculado, são umas das ofertas que esta terra apresenta aos seus naturais ou forasteiros.
Estabelece limites com as freguesias de Labrujó, a norte; Calheiros e Refóios do Lima, a sul. Miranda (Arcos de Valdevez), por nascente e Bárrio e Cepões, a poente.
Tem como principais actividades económicas a agricultura, a pecuária, o pequeno comércio, transformação da madeira e construção civil.
Recorre aos serviços de administração pública e saúde implica a deslocação para a sede concelhia.
O artesanato está presente na freguesia através da tecelagem, mantas e passadeiras de farrapos e linho.
Conta a lenda, que esta freguesia foi fundada por doze pastores de Cabreiro (Arcos de Valdevez), que passavam a maior partes do ano pastoreando os rebanhos por estes sítio e, acabariam por se estabelecer nestas terras, devido a fertilidade do solo e pela vastidão dos montados. Um destes pastores, de nome Vilas, permaneceu nestas terras por mais tempo com o seu rebanho. Quando outras gentes dos Arcos perguntavam pelo o Vilas, a resposta era sempre a mesma: o Vilas está no monte. Poderá ter surgido então por derivação o nome de Vilar do Monte.
O Património monumental, o seu valor paisagístico e ambiental são locais de interesse turísticos, do qual podemos destacar o Penedo das Corujas (limite de Vilar do Monte com a freguesia de Bárrio). No lugar de Salgueiro Gordo, pode-se encontrar cavalos selvagens que compõem a inegável beleza deste local. Na Lagoa, poderão encontrar javalis e outros tipos de caça.
A Mesa dos Quatro Abades, é outro local de grande valor histórico e com uma beleza inarrável.
Ainda respeito da história desta freguesia, no Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, pode ler-se na íntegra:
«Em 1320, no catálogo das igrejas situadas no território de Entre Minho e Lima, pertencentes ao Bispado de Tui, que o rei D. Dinis mandou elaborar, para pagamento de taxa, Vilar do Monte, foi taxada em 20 libras. Enquadrava-se nesse tempo nas Terras de Valdevez.
Quando, entre 1514 e 1532, se procedeu à avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença do Minho, que tinham sido incorporados na diocese de Braga no início do século, São João de Vilar do Monte rendia 70 réis. Pertencia ainda a Terra de Valdevez.
Em 1546, no registo da avaliação das mesmas igrejas, Vilar do Monte foi avaliada em 20 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, São João de Vilar do Monte era da apresentação dos viscondes de Vila Nova de Cerveira, por doação que lhes fora feita pelos padroeiros e confirmada po D. Diogo de Sousa.»
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo. |
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